quarta-feira, 11 de abril de 2012

Maconha triplica predisposição à esquizofrenia



Variações bruscas de humor, transtornos de personalidade, paranoias, agitação, agressividade, abandono de trabalho ou estudos e distanciamento da família sem motivo aparente. São algumas mudanças percebidas pela família ou por amigos e que podem evidenciar perturbações por uso de drogas. São muito difundidos os prejuízos causados pelo álcool, pelo crack e pela cocaína, mas a maconha é uma droga considerada inocente e isso, segundo especialistas, não é verdade. 

Segundo o psiquiatra Marcelo Bilharinho, sabe-se que podem causar desde depressão e ansiedade à síndrome do pânico. "Um dado importante, que tem sido pesquisado em estudos realizados nos últimos 5 anos, descobriu que pessoas que têm alguma predisposição a desenvolver um distúrbio mental grave, como a esquizofrenia, com o uso da maconha durante a adolescência, aumenta em até três vezes a incidência da doença nessas pessoas", explica. Para ele, a maconha é muitas vezes subestimada pelas pessoas e pode causar problemas graves. 

Bilharinho explica que a banalização do assunto por conta de filmes e programas que amenizam os prejuízos das drogas, com informações distorcidas pela mídia, são um dos problemas. "O estímulo exagerado ao consumismo e à competitividade leva a uma frustração e as pessoas acabam buscando na droga um alívio", afirma. 

Entre as principais causas estão fatores sociais, familiares, psicológicos, ambientais e até bioquímicos cerebrais. "Geralmente, há uma incidência maior de uso de drogas em pessoas que estão em ambientes conflitantes, não necessariamente naquelas de nível socioeconômico mais baixo, mas em ambientes de conflito, como separação ou morte precoce dos pais, envolvimento com más companhias", destaca. 

O psiquiatra alerta que todas as drogas têm potencial para causar dependência, inclusive as permitidas por lei. "Um uso recreativo, esporádico, não causa dependência. Isso não ocorre com drogas mais pesadas como o crack e a heroína, mas com drogas como álcool, tabaco e calmantes. Mesmo assim é bom salientar que nunca é bom brincar com fogo, pois a dependência pode aparecer a qualquer momento".


Autor: Seção Saúde 
OBID Fonte: Jornal da Manhã 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Brincar é muito bom !!!



Todas as crianças brincam, aliás, desde bem cedo, quem nunca se viu com um bebe naqueles jogos de mostra e esconde atrás das mantas, ou ao ver um bebe rir gostosamente ao jogar o brinquedo no chão, ver o adulto pegar e...jogar novamente, a maioria dos adultos diz “ele não quer mais brincar e vou guardar o brinquedo” ao contrario ao seu modo o bebe está jogando pra você para que você lhe devolva.
Para a criança nem sempre existem brinquedos de menina e de menina, existem brincadeiras, e através delas podem reproduzir sua rotina, sua vivencias, brincam de casinha, de escola, nas brincadeiras fantasiam aquela vida ou até a vida dos heróis.
Os adultos podem e devem participar das brincadeira e se abrir para aquela vivencia, trocar de papeis o que pode ser difícil para muitos, devem brincar, se sujar, rir e se divertir com a atividade.
Para se divertir não é necessário ter brinquedos em exagero, nem cheios de tecnologia que praticamente brincam sozinhos, é importante que sejam brinquedos seguros e que a criança possa usar como queira.
Os pais também não devem se esquecer que as crianças precisam ter tempo para brincar, muitas crianças tem rotina de adulto, com escola, esportes, aulas extras, lição de casa e não sobra tempo para brincar, este tempo é tão importante quanto o das outras rotinas é o momento da criança extravasar.

Izabel Rocha

Consumo de energéticos pode favorecer alcoolismo



Uma nova pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou uma importante associação entre o consumo de bebidas energéticas e o risco de desenvolver alcoolismo.

O estudo, foi publicado na edição de fevereiro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research, avaliou dados de mais de 1 mil estudantes universitários, dos quais 10,1% disseram ingerir energéticos pelo menos uma vez por semana.


Segundo o trabalho, aqueles com elevado consumo de energéticos (52 vezes ou mais por ano) apresentaram risco significativamente maior de desenvolver dependência de bebidas alcoólicas e se embebedavam mais e mais cedo (com relação à idade) do que os demais.


O estudo destaca que os energéticos contêm bastante cafeína e podem levar ao desenvolvimento de outros problemas, além da perda de sono.


Segundo o trabalho, uma importante preocupação é que a mistura de energéticos com bebidas alcoólicas pode levar a um estado de “embriaguez desperta”, na qual a cafeína mascara a sensação de embriaguez sem reduzir os prejuízos causados pelo estado.

O resultado é que o usuário se sente menos bêbado do que realmente está, o que pode levar a consumir quantidades ainda maiores de bebida. 


“A cafeína não se opõe ou cancela os prejuízos associados com a embriaguez, ela apenas disfarça os marcadores mais óbvios desse estado. O fato de que não há regulação a respeito da quantidade de cafeína nas bebidas energéticas é desconcertante”, disse Amelia Arria, da Universidade de Maryland, um dos autores da pesquisa. (Agência FAPESP)


Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Síndrome de Segunda-Feira



Segunda-feira é o dia da semana que alguns detestam e outros simplesmente odeiam.  Mas poucos sabem que o dia mais impopular da semana é também o mais prejudicial à saúde.  Aquela inexplicável sensação de preguiça e indisposição que afeta boa parte dos mortais e nos obriga a permanecer por mais tempo na cama pode causar problemas físicos e psicológicos, como estresse, sudorese, ansiedade e taquicardia.

Na maioria dos casos, a síndrome de segunda-feira já começa no dia anterior.  Muitas pessoas sentem calafrios na espinha só por ouvir o tema musical do programa Fantástico!  Imediatamente lembram que terão pela frente mais uma semana de trabalho e já começam a sofrer os efeitos da síndrome.

"A síndrome da segunda-feira não chega a ser uma patologia, mas é um sintoma de que algo não vai bem na vida daquela pessoa.  Por isso mesmo, o mais importante a fazer é tentar identificar as suas causas.  Em muitos casos, essa síndrome não está relacionada apenas à vida profissional.  Pode ser motivada também pelos estudos e até mesmo pelo casamento", alerta o psiquiatra Leonardo Gama Filho.

Uma das formas de lidar com essa síndrome é dar a nossa vida "cobertura e recheio".  Precisamos de cores, cheiros, risos, conversas, silêncio, prazer, responsabilidade, olho no olho, corpo livre e respiração profunda sempre!

Não podemos reduzir nossa vida aos finais de semana e ainda por cima com hora marcada.  Precisamos organizar nosso tempo com atividades prazerosas que envolvam toda a semana, ou pelo menos, alguns dias.  Precisamos equilibrar nossos movimentos entre cuidar do outro, cuidar de nós mesmos, cumprir com os compromissos que julgamos importantes e usufruir dos prazeres.  

Enfim, resgatar o sentido da vida para ter uma vida repleta de segunda a segunda. 


Luciana Maria Alves




sábado, 7 de abril de 2012

Viver a Páscoa



Jesus venceu a morte para nos dar a chance de viver!


Por esse motivo viver a Páscoa é: 
Ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.


Desejamos a todos uma excelente Páscoa.
Que além de muitos ovos de chocolate,
Possamos também renascer e renovar!


Izabel e Luciana


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Não foi tua culpa




Muitas vezes a vida não joga tão bem
Se destroem as coisa e os sonhos também
Nossos olhos se enchem de lágrimas
Lembrando do que aconteceu

Ninguém nunca nos disse ou tentou ensinar
Que alguns que se amam podem odiar
Quando não se permite ao amor respirar
E o orgulho consegue ganhar

Sei não é fácil ver desmoronar
Tua felicidade num castelo de areia
Ouvir essas vozes na escuridão
Te acusando e reclamando

Não foi tua culpa
Que não te enganem com isso
Não foi tua culpa
Liberta-te deste peso
Não te tortures
Pensando que mal tens feito

Se Deus não te acusa

Ninguém mais tem o direito


Não foi tua culpa 
Não tenhas vergonha se queres chorar
Tens uma ferida que deve sarar
E se queres olhar adiante o passado se deve curar

Sei, não é fácil falar de perdão...
O ódio atrapalha e escurece a razão
Já não busques culpados em teu coração
Mas um refúgio onde possas amar

Tenha coragem e segue lutando há muito por amar
E Deus não pensa em deixar-te
Se andam falando que a história acabou
A  verdade  é  outra  apenas  está começando.

Tens mais uma chance de ser feliz
Ainda podes dizer ao amor que sim



Música: Não foi tua culpa
Artista: Martin Valverde



terça-feira, 3 de abril de 2012

Ansiedade na infância


A ansiedade é uma emoção vaga, um misto de medo e de apreensão. Normalmente é acompanhada por alguma tensão física, frente a antecipação de um perigo (real ou imaginário).

As crianças podem não saber descrever esta emoção e, quando a reconhecem, dificilmente terão a noção de se tratar de algo exagerado ou anormal. Habitualmente é um adulto que percebe o sofrimento que a ansiedade excessiva está provocando na criança.

Uma maneira de fazer a distinção entre a ansiedade dita normal e a ansiedade patológica, consiste em avaliar a duração e a proporcionalidade em relação ao estímulo. As respostas normais são passageiras e sua intensidade varia de acordo com a gravidade das ameaças.

Por sua vez, quando a criança está permanentemente ansiosa, ou se perante um estímulo ansiógeno a sua resposta é mais intensa do que ocorre noutras crianças da mesma faixa etária, podemos estar diante de um quadro de ansiedade.

A ansiedade também pode aparecer através de dificuldades no sono, tiques, roer unhas, obesidade, dificuldades na escola, fobias especificas (animais, escuro, ficar sozinho) ou fobia social (dificuldades para se relacionar com outras crianças e isolamento).

O psicólogo durante o psicodiagnostico vai verificar o grau de ansiedade da criança e qual o tratamento mais indicado.

Izabel Rocha

Saúde no Trabalho


Passamos a maior parte dos nossos dias dentro do trabalho, deixamos nosso lar, nossa família e amigos e, por esse motivo, torna-se imprescindível sentir prazer na realização profissional. Sendo assim, sentir-se bem no trabalho é essencial na busca da qualidade de vida.

Segundo a Organização Mundial (OMS):

“Qualidade de vida é a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, no contexto de sua cultura e sistema de valores em que ele vive e em relação com seus objetivos, expectativas, padrões e conceitos.  Trata-se de um conceito amplo, que inclui a saúde física, o estado psicológico, crenças pessoais, relações sociais e suas relações com o ambiente”.

Quando algum setor de nossa vida está desequilibrado, as consequências acabam surgindo e na vida profissional não é diferente. Acabamos por nos cobrar demais e paramos de olhar para nós mesmos não respeitando nosso bem-estar físico e mental e, muitas vezes acabamos adoecendo.

As doenças mais comuns no ambiente de trabalho além do estresse são a ansiedade e a depressão.

Poderíamos definir ansiedade como uma sensação de preocupação constante, de que nada vai dar certo e de medo, que traz angústia e nervosismo. Ela pode estar ligada, também, a sintomas físicos como aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia), falta de ar, sudorese, enxaquecas, entre outros.

A depressão clínica, por sua vez, que é diferente de um momento de tristeza (natural no ser humano), domina por completo a vida da pessoa e faz parte de seu dia-a-dia, interferindo na sua capacidade de trabalhar, de estudar, de se alimentar, de dormir e de se divertir.

Quando suspeitamos de alguma dificuldade emocional ou percebemos que um companheiro de trabalho possa estar passando por isso, o ideal é procurarmos por profissionais da saúde. Toda ajuda é bem-vinda na busca pela qualidade de vida.

Olhar para si, conhecer seus limites, sonhos e preferências são de grande importância neste caso.  Pense que sair da zona de ‘conforto’ é um dos objetivos, por exemplo, de um trabalho psicoterapêutico.

Portanto, sentindo que as coisas não estão bem emocionalmente, que você está longe do seu equilíbrio, do seu eixo, não se acomode! Lute pela sua felicidade!

Lembrando: uma vida feliz e com qualidade é feita dia após dia.  Respeite seu ritmo, seu corpo e sua mente.  Vamos nos fortalecer e nos prevenir!


Luciana Maria Alves

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O que é psicologia?



A psicologia é uma ciência que vem se empenhando no sentido de firmar-se no campo científico e social, sendo construída pelo trabalho de cada psicólogo frente à realidade que encontra em seu cotidiano.  Sempre refletimos sobre esta prática, buscando novas maneiras de qualificá-la.

Segundo o Código de Ética uma das características da profissão, é a solução de problemas de ajustamento, ou seja, é o processo que propicia condições de auto-realização, de convivência e de desempenho para a pessoa, grupo, instituição e comunidade, mediante métodos psicológicos preventivos, psicoterápicos e de reabilitação. (Manual do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – 1999 –  Da caracterização da profissão – Capítulo único – Art.2º - VIII – página 74).

A atuação da psicologia abrange as áreas de pesquisa, clínica, organizacional, educacional, hospitalar, judiciária, trânsito, esportes, entre outros.

Há uma diversidade de métodos que podem ser utilizados pela psicologia.  Citamos aqui os mais difundidos:

·         Psicoterapia individual
·         Psicoterapia de casal e da família
·         Psicoterapia de grupo
·         Psicodiagnóstico
·         Ludoterapia
·         Atendimento à dependentes químicos
·         Dinâmica de grupo
·         Processo de escolha da profissão
·         Testes psicológicos
·         Orientação educacional (alunos, pais e professores)

O acompanhamento psicoterapêutico não está restrito a casos patológicos (doenças), nos quais convenientemente acredita-se serem indicados.

A psicoterapia é um acompanhamento que pode ser realizado sem que haja um problema ou doença, pois através desse processo alcança-se o auto-conhecimento e a diminuição dos conflitos atingindo assim uma melhora na qualidade de vida.



Luciana Maria Alves




domingo, 1 de abril de 2012

Porque as crianças mentem?


          Muitos pais se veem em dificuldade quando percebem que o filho está mentindo, o que fazer? Existe uma fase em que isto é normal? Devemos nos preocupar?
              A verdade é que todos nós mentimos, mentimos sobre nosso peso, manequim, horários, ao sermos questionadas por uma amiga se ela está bonita com aquela roupa, e até com as crianças quando alguém indesejado toca a campainha ou lhe telefona “diga que não estou”.
Até os seis anos quando uma criança mente isto constitui a possibilidade de dizer aquilo que não é, e inventar uma história, ou seja, a possibilidade de adquirir aos poucos a certeza de que o seu mundo imaginário corresponde ao mundo real, mas será que fantasiar é prejudicial? De modo algum. A fantasia é importante para o desenvolvimento da criança e os pais devem estimulá-la nos seus filhos de modo saudável e criativo. É importante mostrar às crianças o que é real e o que não é, e incutir-lhes a noção de responsabilidade.
          Após os 7 ou 8 anos, a mentira torna-se intencional, pois nesta altura ela já têm noção dos valores morais e sociais, sabem diferenciar as verdades das mentiras, e quando o fazem é porque querem fugir às suas responsabilidades, têm medo de serem castigados, para melhorar a sua autoestima ou ainda para conquistar o carinho dos pais ou chamar a atenção. Os pais devem combater as mentiras deliberadas da criança para se livrar da sua responsabilidade ou levar outro tipo de vantagem. Desmonte a história contada caso pareça irreal, peça que lhe conte novamente mais tarde ou em outro dia, filtre a verdade. Isso pressupõe calma, tempo e habilidade para falar com a criança. Muitas crianças que convivem em um ambiente muito rígido, também mentem por temer alguma consequências ou mentem para encobrir a outra mentira. Castigar a criança duramente por ter mentido não resolve a situação, nem evita que a situação se repita. É necessário perceber o que a está angustiando, escola nova, divorcio, status social. A atitude da criança perante a mentira depende muito do comportamento do adulto, em particular, dos pais. Estes devem ajudar a reconstruir os fatos e contribuir para acentuar o sentido de responsabilidade. Muito frequentemente, os pais mentem aos filhos ou desvalorizam a sua palavra, encobrem a mentira dos outros e os filhos tendem a imitar esse mesmo comportamento.
          Dizer a verdade corresponde a uma aprendizagem progressiva. Dizer a verdade será para a criança satisfazer aos seus pais, as exigências sociais e até mesmo, a sua própria autoestima, e pode ser um processo difícil de aceitação da realidade.
          O problema ocorre quando mentir se torna um hábito, como dizem “mente como respira”; nestes casos, os pais devem preocupar-se quando o seu filho tiver o objetivo claro de fugir sistematicamente à realidade e não enfrentar determinadas situações. Nessa altura, deverão recorrer a apoio psicológico.
Izabel Rocha