segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Lápis



O menino olhava a avó escrevendo uma carta.  A certa altura, ele perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?  E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou de escrever, sorriu, e comentou com o neto: 
Estou escrevendo sobre você, é verdade.  Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando.  Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse...
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. 
Mas ele é igual a todos os lápis que eu já vi! 
Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades num lápis que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz consigo mesmo e com o mundo.
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe a Mão que guia seus passos, que nós chamamos Deus.  Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
Segunda qualidade: de vez em quando, eu preciso parar o que estou escrevendo e usar o apontador.  Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas, no final, ele está mais afiado.  Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado.      Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.  Portanto, sempre cuide daquilo que acontece e existe dentro de você.
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca.  Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços e procure ser consciente de cada uma das suas ações.


Autor desconhecido




sexta-feira, 27 de abril de 2012

Bullying



            O que significa Bullying? Este termo em inglês tornou-se popular no mundo todo e é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. A agressão/humilhação ocorre geralmente na escola.
            O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, onde o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vivemos em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites. Muitos pais passaram a ser permissivos em excesso, e os filhos cada vez mais exigentes, egocêntricos.
            As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com o que aprendem em casa. Não se preocupando com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convívio coletivo e sequer se preocupam com as consequências dos seus atos transgressores. A instituição escolar é corresponsável nos casos de Bullying, pois é nela que os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes. É ali que os alunos deveriam aprender a conviver em grupo, respeitar as diferenças, entender o verdadeiro sentido da tolerância em seus relacionamentos interpessoais, que os norteiam para uma vida ética e responsável. Infelizmente, a instituição escolar é o cenário principal dessa tragédia endêmica que, por omissão ou conivência, facilita a sua disseminação.
            A maioria de nós passou por piadas na escola, o magricela, quatro olhos, gordinho, baixinha, mas para se caracterizar como Bullying a agressão deve ocorrer por um período médio de seis meses, as agressões verbais ou mesmo a exclusão daquela criança do grupo podem tornar-se agressões físicas, ou o ciberbullying ou Bullying virtual que é uma das formas mais agressivas de Bullying. Os ataques ocorrem através de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, Internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além da propagação das difamações serem praticamente instantâneas, o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. O ciberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas, e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes dessa modalidade de perversidade também se valem do anonimato aumentando sua crueldade.
            Os pais devem observar o nível de sofrimento da criança com a iminência entrada na escola, conversar com professores, coordenadores e inclusive com outros pais, observar as mudanças de comportamento do filho, como reclamar de dores de cabeça, mal estar antes de ir para a escola, queda nas notas, choro sem motivo. Infelizmente muitas crianças e adolescentes acabam desistindo da escola, e precisam de ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para reconquistarem a confiança e voltarem ao ambiente escolar.
           
           
Izabel Rocha


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Síndrome de Desmotivação



Frustrações profissionais no dia-a-dia são algo normal. O problema é quando se tornam rotina a ponto de deflagrar a síndrome de Burnout, uma condição de estresse e desânimo extremo com o trabalho.  O mal já acomete 30% dos trabalhadores brasileiros, mostra uma pesquisa recém-concluída pela Intenational Stress Management Association no Brasil.   Trata-se de uma exaustão mental e física que se inicia com um sentimento de injustiça e falta de reconhecimento, descreve a psicóloga Ana Maria Rossi, que preside a instituição.  Por fim, evolui para ineficiência e acomodação.  Queda de rendimento, absenteísmo e dificuldade de concentração acompanham a tal síndrome.  Não raro, o descontentamento resulta em gastrite, depressão, sem falar no impacto negativo no ambiente profissional.  A síndrome de Burnout é uma doença séria que requer tratamento psicoterápico e, em alguns casos, medicamentos, alerta Ana Maria.

Adriana Toledo


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Entendendo conceitos na Psicologia



É muito comum algumas pessoas questionarem em terapia o que significam alguns conceitos como ansiedade, medo, auto-estima e outros... pensando nisso postarei em nosso blog de tempos em tempos explicações resumidas acerca de algumas denominações. 

Ansiedade: é uma sensação difusa, inexplicável que provoca sintomas diferentes para cada pessoa: falta de ar, taquicardia, nervosismo, suores, problemas digestivos, fome exagerada, medos que se tornam irracionais e sem sentido, ficar irritado e provocar brigas e discussões por nada, ingestão exagerada de bebidas alcoólicas e outros.

Auto-estima: capacidade que uma pessoa tem de confiar em si mesma, de sentir-se capaz de enfrentar os desafios da vida, é saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos, é ter amor próprio.

Agressividade: podemos dizer que as pessoas de “pavio curto” são aquelas que quando percebem que não estão agradando atiram pedras.  Agressividade é algo que todos nós temos, mas precisamos aprender a lidar com ela.

Falta de atenção: indivíduo apresenta dificuldades em sustentar a atenção, e/ ou alternar o foco atencional, por curto período de tempo, mesmo durante as atividades cotidianas.

Inquietação motora: o sinal característico da hiperatividade é a dificuldade ou inabilidade de se manter quieto e calmo, com intensa agitação motora, mesmo em situações consideradas inapropriadas.

Timidez excessiva: manifesta-se através da tensão e inibição em situações sociais que interferem e dificultam a realização de objetivos pessoais ou profissionais de uma pessoa.

Falta de limites: Indisciplina com relação a horários, desorganização ou birra quando as vontades não são satisfeitas, são alguns dos comportamentos específicos de pessoas que evidenciam a falta de limites.  Por isso, a importância de ter regras e normas de forma adequada desde pequenos e durante todo o desenvolvimento de uma criança. 

 Medo: o medo faz parte da vida de todos e trata-se de um instinto de sobrevivência.  É um fator de proteção contra os perigos e adversidades que as pessoas adquirem ao longo da vida.

Lembre-se:  essas são apenas algumas definições.   Enquanto questões comportamentais elas envolvem muito mais do que isso!


Luciana Maria Alves




terça-feira, 24 de abril de 2012

Como lidar com as birras?


    Entre os 18 meses e os 3/4 anos, quase todas as crianças passam, com menor ou maior intensidade, por momentos de birras, o que deixa frequentemente os pais irritados, e sem saber como reagir.
             As birras fazem parte do crescimento, e é uma característica de uma fase em que a criança procura afirmar-se.
Apesar de ser difícil lidar com este tipo de comportamento, eles podem tornar-se ótimas oportunidades de ajudar a criança a aprender a conviver com sentimentos como a frustração e a zanga, e a desenvolver a capacidade de autocontrole.
        A tarefa dos pais é ensinar à criança outras formas de expressar as suas necessidades, e a aceitar o fato de que nem sempre lhe fazem a vontade, em vez de fazer birra.
           É necessário que os pais não tenham receio de dizer não, explicando a razão de o fazerem. Cabe-lhes ensinar aos filhos que as birras não os farão mudar a sua opinião, e que o seu amor pelo filho não se alterará.
            Em nossa sociedade os pais trabalham fora, e normalmente por muitas horas, chegando em casa precisam administrar a vida domestica e muitas vezes não sobra tempo de qualidade para ficar com as crianças. Por vezes a birra mostra a necessidade de mais atenção.
        Os pais têm que ser firmes e fazerem respeitar as suas regras. As crianças assim aprendem que tudo tem limites, e aprendem a viver em sociedade.
               Algumas dicas:
Mantenha a calma. Um adulto agitado ou gritando tanto quanto ela só piora a birra;
Ignore-a. Não tente dialogar no momento de birra olhe para a criança;
Evite utilizar a força física com a criança. A birra em si já é tão “violenta” e descontrolada que bater a criança vai apenas incendiar um fogo que já está a arder e muito;
Conheça seu filho. As birras podem ser reflexo do cansaço, fome, stress;
Não ameace com castigos que não vai conseguir cumprir. Ameaçar que ela nunca mais brincará em algum lugar, ou que jogará seus brinquedos no lixo se não consegue fazer isso, tira sua própria autoridade;
Como lidar com birras persistentes? É importante acalma-la, sem ceder ao seu pedido. Concentre-se no seu estado emocional e não na sua exigência, falando com ela tranquilamente, de preferência sobre outras coisas. No entanto, se sentir que as birras da sua criança se tornam mais frequentes e sem sinais de abrandamento, fale com um especialista;
Converse muito. Finda a birra, é importante conversar com a criança sobre aquilo que se passou – o que estava certo e o que estava errado, os motivos para não voltar a acontecer, as consequências de uma futura birra e as consequências do bom comportamento.

Izabel Rocha

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pedir ou mandar



Os pais, em geral, colocam na criança a responsabilidade pela desobediência, mas é quase sempre neles que está a questão.  Para ilustrar essa tese, uma história que um pai me contou.

Ele instituíra com sua filha de seis anos um ritual para dormir que terminava com uma história.  O problema é que a menina nunca ficava satisfeita com uma só história: pedia outra e mais outra.  O pai atendia aos pedidos da garota até o limite de perder a paciência e, então, dizia, bravo: "Agora chega!".  Só aí a filha se aquietava e se despedia para dormir.

Aí está: os filhos logo aprendem quando precisam obedecer aos pais e quando há espaço para jogar.  Quando uma criança ouve sua mãe pedir que é hora do banho, ela distingue pelo tom de voz, pelas palavras, pelo olhar ou por outro sinal qualquer se é uma ordem ou apenas um pedido.  Ela sabe que um pedido pode ser negado e uma ordem deve ser obedecida.

Os pais desenvolvem com cada um dos filhos as pistas para a obediência, já que as crianças são diferentes umas das outras e se relacionam diferentemente com seus pais também.  E elas aprendem rapidamente a distinguir o modo como cada um de seus pais dá as pistas. 

Mas, para que a criança aprenda a entender e a acatar a pista, é preciso que seus pais lhe ensinem desde cedo o princípio da obediência e, para tanto, é preciso mandar.  Sim, senhores pais: os filhos não obedecerão nunca se os pais não mandarem, e hoje muitos pais querem que seus filhos obedeçam sem terem de impor.  Impossível.


Aprender a obedecer é pura prática, por isso é desde cedo que os pais precisam dar oportunidades para que seus filhos aprendam.   Nos primeiros anos de vida, a tarefa é simples, mas árdua: os pais precisam dar a ordem e fazer com que os filhos a atendam.  Isso significa saber a hora de agir.  Ao dizer ao filho "não faça isso", por exemplo, é preciso impedir que a criança faça porque é dessa maneira que ela aprenderá o sentido do impedimento e da obediência.

Criança que sabe a quem e quando obedecer é mais tranquila, estabelece boa convivência e, por isso, cresce melhor, mas depende totalmente dos pais para esse aprendizado.


Categoria: Folha Equilíbrio
Escrito por Rosely Sayão

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O sono é importante para nossa mente e nosso corpo


O sono compreende o período de repouso que temos, geralmente em intervalos diários, com aproximadamente sete horas de duração.  

Quando o cansaço mental é muito, as concentrações de cortisona diminuem e as de melatonina aumentam provocando a vontade de dormir.  Nesse momento o organismo começa a reorganizar seus sistemas para uma nova jornada de atividades.  A imunidade é reforçada, células são renovadas e a memória é consolidada.  

Logo, quando dormimos passamos por um processo de profundo relaxamento.  A respiração fica mais profunda e nosso ritmo cardíaco diminui, juntamente com a temperatura.  


VEJA ALGUMAS DICAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DO SEU SONO:

1. Antes de tudo, durma em um local confortável, fresco, escuro e silencioso.  As alterações de ruído, de luz e de temperatura podem atrapalhar o sono;

2. Prepare-se para dormir.  Crie seus próprios rituais como a meditação, o relaxamento, a oração ou outra técnica de controle da tensão.  Anote em um caderno todos os seu problemas antes de dormir.  Não vá para a cama com eles!  Isso funciona como um santo remédio para muita gente;

3. Evite olhar o relógio a cada vez que acordar: este hábito pode piorar uma eventual noite de insônia;

4. Pratique exercícios regularmente, pois isso melhora as condições do organismo.  Mas procure fazer ginástica até duas horas antes de se deitar;

5. Não durma com fome.  Uma boa dica é beber um copo de leite morno antes de ir para a cama: o leite é rico em triptofano, que é um precursor da serotonina - substância envolvida no processo de sono;

6. Faça apenas refeições leves à noite.  A partir dos 16 anos, a capacidade digestiva de nosso organismo começa a diminuir e uma digestão difícil atrapalha terrivelmente o sono;

7. Use a cama apenas para dormir, e não para ver televisão, ler ou jogar videogame, pois esses hábitos são desfavoráveis aos sono;

8. A melhor posição para dormir é de lado, com as pernas ligeiramente flexionadas e um travesseiro não muito alto apoiando o rosto; 

9. Se estiver numa noite de insônia, não fique na cama forçando o sono.  Levante-se, procure alguma atividade e só retorne quando sentir sono;

10. Cuidado com líquidos antes e, até mesmo, durante a noite, pois a necessidade de urinar irá interromper a sequência do seu sono.


Acesse o blog: sintoniabemestarbemcorpoemente.blogspot.com
Massoterapeuta: Joyce Maria Dutra




terça-feira, 17 de abril de 2012

Transtorno do Pânico



O Transtorno do Pânico consiste em inexplicáveis crises de grande ansiedade, estresse, medo e pânico que acometem muitas pessoas, a qualquer hora e em qualquer lugar.  

A grande maioria dos pacientes que procuram meu consultório com Transtorno do Pânico tem em média entre 20 e 35 anos o que caracteriza que estão muitas vezes no auge de sua vida profissional.  

São jovens adultos que preocupam-se excessivamente com seu cotidiano, tem grande necessidade de estar no controle da situação e expectativas profissionais altas.  

Esse “jeito de ser” predispõe essas pessoas a um alto nível de estresse e ansiedade e elas acabam negando que tem dificuldades emocionais, são em geral extrovertidas, determinadas, decididas, capazes de enfrentar situações muito adversas, corajosas e sem antecedentes de transtornos emocionais.

No diagnóstico temos especial atenção a pelo menos quatro dos sintomas abaixo apresentados:

  • Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável;
  • Sudorese (sensação de estar suando “frio”);
  • Tremores nas mãos ou extremidades do corpo;
  • Sensação de sufocamento ou dificuldade de respirar;
  • Sensação de desmaio;
  • Dor ou desconforto no peito;
  • Náusea ou desconforto abdominal
  • Tontura ou sensação de estar com a cabeça leve / vazia;
  • Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo;
  • Medo de morrer;
  • Dormência ou formigamento pelo corpo;
  • Ondas de calor ou calafrios pelo corpo


O tratamento inclui psicoterapia e medicamentos e os profissionais que acompanham a pessoa no tratamento são os psicólogos e os psiquiatras.  Essa combinação produz bons resultados.

Com o acompanhamento de um profissional experiente pode-se prevenir o ataque de pânico, reduzir sua severidade e buscar a recuperação do paciente. 

Luciana Maria Alves




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Depressão nas crianças


         
   A depressão não é uma doença que atinge exclusivamente os adultos. Isso mesmo. Ela também ocorre em crianças. E pelas peculiaridades da infância existem sinais que passam despercebidos. Entre as principais causas encontramos a violência, o excesso de atividades (natação, judô, balé, inglês...) e a pouca presença dos pais no dia-a-dia do filho. A questão material também influencia: as crianças que equiparam a felicidade ao dinheiro são mais propensas a sofrer de depressão do que aquelas que não dão tanto valor à riqueza e à aparência.
       Alguns temas que abordam aspectos emocionais na infância são cercados de preconceitos, acarretando uma freqüente resistência por parte da família, que busca justificar os comportamentos equivocados da criança, designando alguém ou uma situação de “culpa”. O primeiro questionamento é: “Onde foi que eu errei?”, ao invés de “como isso ocorreu?” ou “O que fazer?”. É doloroso e quase incompreensível falar de depressão e suas conseqüências em um pequeno paciente. E quando o fato evidencia-se de forma dramática nem sempre as pessoas estão abertas para acessar a compreensão, a análise ou a pesquisa do caso, estabelecendo-se “tabus”.
      Reconhecer manifestações de depressão logo cedo é importante, pois nem sempre estas são demonstradas através dos sintomas tradicionais como melancolia, tristeza, retraído-calado, choro, sensação de tédio, sofrimento por antecipação acarretando pessimismo, irritabilidade etc. Existem outros indicativos de depressão em crianças que se apresentam com uma roupagem disfarçada.
       No que tange às crianças com menos de 5 anos, quando o vocabulário ainda é restrito, é fundamental que os pais, junto com educadores, levem aos pediatras e psicoterapeutas observações como: mudanças de comportamento rotineiro como insônia ou sono em excesso; anorexia alternada com apetite insaciável (perda ou ganho de peso em demasia); mudanças de humor (inclusive para bom humor); poliqueixosa (hipocondria, cheia das dores); apatia (em atividades que antes pareciam agradáveis); desânimo para levantar de manhã; distúrbios no aprendizado e fobia escolar; dificuldades na comunicação; pouca criatividade (a escola deve observar em seus desenhos as cores usadas – escuras, cinza...) e o enredo das histórias que acompanham seus traçados no papel (faça um desenho e conte uma história); agressividade auto e/ou heterodirigida (a criança não só chuta e xinga como se machuca); roer as unhas, arrancar os cabelos e morder-se; baixa auto-estima demonstrada por timidez e dificuldades de se posicionar perante o grupo; sentimento de rejeição; condutas grosseiras e malcriação.
      A criança tem seus gritos interiores e o comportamento depressivo é um destes gritos. Entender tais manifestações é relevante, pois é através desta linguagem que observamos os sinais de alerta. Assim, dá-se conta de que algo deve ser revisto. Entender a criança é fundamental para compreender as coisas simples da vida e relacionar-se melhor com elas e com o mundo. Esteja sempre atento ao comportamento dos baixinhos. 

Carlos Roberto Brunini

domingo, 15 de abril de 2012

O tesouro chamado Família


Certo dia, o dono de um pequeno comércio abordou na rua seu amigo, o poeta Olavo Bilac:

- Sr. Bilac, estou precisando vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece.  Será que poderia redigir para mim um anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou lápis e papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortado por cristalinas e plácidas águas de um lindo ribeirão.  A casa, banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes nas varandas".

Alguns meses depois, o poeta encontrou-se com o comerciante e perguntou se ele havia vendido o sítio:
- Nem pensei mais nisso - disse o homem.  - Depois que li o anúncio é que percebi a maravilha, o tesouro que tinha!

Às vezes, não percebemos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros.  E, não damos o devido valor ao maior dos tesouros que temos nesta vida - a nossa Família.  Que tenhamos isto em mente e no coração - Nossa Família é nossa maior riqueza!

Pr. Marcos Antonio
Fonte: Colégio Clara Suiter