domingo, 11 de novembro de 2012

Sugestão de leitura: “Quando os pais se separam”

          Construído sob a forma de uma grande entrevista conduzida por Inès Angelino, este livro de Françoise Dolto é uma contribuição inestimável para a problemática das crianças atingidas pela separação dos pais, fruto de uma longa experiência de estudo e atendimento a crianças. 
          A partir de sua grande experiência clínica com crianças, a psicanalista Françoise Dolto produziu extenso trabalho que traduziu em palavras toda a angústia de um filho atingido pela experiência da separação e a falta de comunicação entre pais em litígio. Em seu famoso livro “Quando os pais se separam”, a francesa, uma das fundadoras da Escola Freudiana de Paris, explicita, de maneira clara e veemente, os dolorosos malefícios causados pela desqualificação promovida por um dos genitores em relação ao outro na formação psíquica e afetiva da criança, bem como da ausência de uma das partes após o divorcio.
         É uma oportunidade de educadores, assistentes sociais, psicólogos e pais refletirem e auxiliar a criança a entender o divórcio.
Izabel Rocha



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Doenças do trabalho: Síndrome de Burnout


A síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico que está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). 

Caracteriza-se por uma dedicação exagerada à atividade profissional, por um desejo de ser o melhor e sempre. Demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio a necessidade de se afirmar e o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão. 

Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso. 



Sintomas


Os sintomas são variados: sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima. 

Dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem, também, estar associadas à síndrome. 




Tratamento

O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.


Luciana Maria Alves






segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Repetência Escolar

 

Em primeiro lugar é preciso entender que a repetência é antes de qualquer coisa, um sinal de alerta.  É um sinal de “socorro não estou dando conta” que pode estar relacionado com dificuldades específicas em algumas matérias somadas a problemas emocionais e até de adaptação.

Problemas como brigas dos pais, doença na família, dificuldade de se relacionar com os amigos e baixa auto-estima podem influenciar no desenvolvimento escolar resultando na reprovação.

Normalmente, o aluno já sabe ou desconfia que vai repetir de ano e os principais motivos que levam a repetência estão relacionados à falta escolar, média insuficiente devido a um rendimento inferior ao esperado e/ou imaturidade para cursar a próxima.

Sendo assim, o primeiro passo para superar essa situação é identificar o porquê da reprovação e em seguida estar preparado para uma nova turma.

O papel dos pais na superação da fase de reprovação de seus filhos é fundamental.  O filho deve ser orientado para que ele identifique a situação e perceba o quanto ele foi responsável por ela ou não.  A repetência deve ser encarada como uma nova possibilidade de aprendizado e experiência de vida.

 

 Luciana Maria Alves




 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Brincar, brincar, depois doar !!!


Semanalmente as prateleiras das lojas infantis são abastecidas com novidades e é impossível acompanhá-las. Mas quando sua casa parece apresentar mais opções de brinquedos do que uma loja é hora de se perguntar: “Seu filho precisa de tudo isso?” Provavelmente não. Encher a criança de brinquedos pode ter a melhor das intenções, mas facilmente se torna um revés, pois dificulta o entendimento de limites e aumenta a possibilidade da criança se tornar um adulto consumista. Para evitar os excessos, a regra é básica: a necessidade da criança é brincar, não ter brinquedos.
 
O aumento da aquisição de brinquedos pelas famílias é estimulado pelas propagandas direcionadas às crianças, mas elas não precisam de tantos objetos pra brincar. Tampouco estes objetos precisam ser somente os da indústria de brinquedos, quem nunca viu o filho brincando com a caixa aonde veio o brinquedo, sem dar a menor trela para o brinquedo em si? Objetos comuns como panelas, sapatos e pedaços de pano podem facilmente se tornar brinquedos nas mãos das crianças. O importante mesmo é a ação de brincar, pois o melhor brinquedo que os pais podem dar às crianças é aquele que estimula a imaginação, um boneco que fala e anda será facilmente abandonado, pois a criança se cansa da repetição e tem menos possibilidade de fantasiar. Um brinquedo assim tem grande possibilidade de ser desmontado no dia seguinte para saber como funciona.

Quanto mais brinquedos a criança tiver, mais ela pode desejar. Muitas vezes a motivação deste desejo passa longe do uso lúdico e surge da influência do amiguinho da escola, que já tem um, ou da dificuldade dos pais em dizer “não”. Cabe aos pais colocar limites. É importante ensinar a doar os brinquedos que já foram deixados de lado, mostrando que outras crianças poderão utilizar aquele brinquedo que ele já não usa.

Muito mais que o brinquedo em si, portanto, o envolvimento dos pais na brincadeira da criança é realmente essencial. Em vez de se preocupar em adquirir produtos, o melhor é disponibilizar tempo e oportunidade para brincar com os filhos.

Izabel Rocha

terça-feira, 9 de outubro de 2012

QUERO VOLTAR A SER CRIANÇA



Quero voltar a ser criança e poder brincar novamente. 

Quero ser livre em minhas fantasias e não me preocupar com tudo e todos. 

Quero poder rir porque, simplesmente estou feliz.

Quero poder chorar porque estou triste.

Quero ter medo do “bicho papão” e não das pessoas que estão ao meu redor.

Quero acreditar e viver em um mundo cheio de fantasias e poder sonhar com cada personagem das histórias que ouço.

Quero correr e brincar até cansar, rir alto, cantar e dançar sem me preocupar.

Quero ter muitas perguntas na ponta da língua esperando sempre por respostas.

Quero acreditar no ser humano sem preconceitos.

Enfim, quero muito. Muito mesmo!  Voltar a ser criança.


Feliz dia das crianças!!!



Luciana Maria Alves








quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Como ajudar os filhos nos estudos?



Quando pensamos em nossos filhos muitos sonhos, alegrias e expectativas vêm a nossa mente.  Principalmente o desejo que o futuro dele seja brilhante e que possa enfrentar e vencer os desafios da vida e que viva plenamente feliz.

Pensando nisso ai vão algumas sugestões para ajudar seu filho nos estudos:

  • Estabeleça hábitos diários de estudo;
  • Elogie sempre;
  • Dê exemplos com simples atitudes, ler para ele, mostrar que estudar em família pode ser divertido;
  • Leia um livro ou jornal ao lado dele;
  • Estimule as pesquisas e a procurar respostas por conta própria;
  • Procure conhecer as dificuldades dele mantendo o diálogo e afeto, buscando soluções o mais rápido possível;
  • Participe das reuniões, eventos e encontros que a escola proporcionar;
  • E, principalmente, respeite o ritmo do seu filho.


Se toda a família participar da educação do filho, apreciando e elogiando seu crescimento ajudará a fazer com que a aprendizagem aconteça de forma significativa, fazendo uma grande diferença na vida dele.

É simples não?  Mesmo com a vida agitada e corrida podemos arrumar um tempinho e dedicar ao bem mais precioso de nossas vidas!


Luciana Maria Alves



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ler é preciso!!!


Esta é a Semana Internacional dos Livros e como amante dos livros, não poderia deixar passar em branco. 

Existem vários porquês da importância da leitura! Todo mundo sabe que ler é essencial.

Pensemos no verbo "ler" - do latim legere - além de ler, também significa "colher", "recolher", "espiar", "reconhecer traços", "tomar", "roubar".  Ler é compreender os discursos, mas também é completá-los, descobrindo o que neles não está claramente dito. Talvez "recolher" seja buscar as pistas que o texto tem, "espiar" seja distanciar-se um pouco e não tomar de imediato aquilo que está sendo proposto e "roubar" talvez queira dizer estar prontos a captar, capturar, se apropriar daquilo que está escondido nas entrelinhas de um texto. 

Ler é importante porque leva a pessoa a ter contato com várias idéias diferentes.  É também um exercício de imaginação e prazer, pois ao ler, formamos uma imagem em nossa mente que nos faz conhecer e ir à lugares que, de outra forma, seria impossível.

A leitura é um passaporte com visto permanente para todos os lugares, culturas e mundos, reais ou até imaginários.   É uma fonte de diversão e prazer e a cada leitura podemos dar um novo significado ao que lemos. 

Aproveite essa Semana Internacional do Livro e comece a ler um também, nada melhor pra comemorar a semana do livro do que lendo um livro!


Luciana Maria Alves





sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fibromialgia



Fibromialgia caracteriza-se por dor crônica que migra por vários pontos do corpo e se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações.  Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos.  A fibromialgia não provoca inflamações nem deformidades físicas, mas pode estar associada a outras doenças reumatológicas o que pode confundir o diagnóstico.

Causas

A causa específica da fibromialgia é desconhecida.  Sabe-se, porém, que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores da doença e que desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos em seu aparecimento.

Sintomas

* Dor generalizada e recidivante;

* Fadiga;

* Falta de disposição e energia;

* Alterações do sono que é pouco reparador;

* Síndrome do cólon irritável;

* Sensibilidade durante a micção;

* Cefaleia;

* Distúrbios emocionais e psicológicos.


Diagnóstico

O diagnóstico da fibromialgia baseia-se na identificação dos pontos dolorosos.  Ainda não existem exames laboratoriais complementares que possam orientá-lo.


Tratamento

O tratamento da fibromialgia exige cuidados multidisciplinares.  No entanto, tem-se mostrado eficaz para o controle da doença:

* Uso de analgésicos e anti-inflamatórios associados a antidepressivos tricíclicos;

* Atividade física regular;

* Acompanhamento psicológico e emocional;

* Massagens e acupuntura.


Recomendações

* Tome medicamentos que ajudem a combater os sintomas;

* Evite carregar pesos;

* Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;

* Elimine tudo o que possa perturbar seu sono como luz, barulho, colchão incômodo, temperatura desagradável;

* Procure posições confortáveis quando for permanecer sentado por mito tempo;

* Mantenha um programa regular de exercícios físicos;

Considere a possibilidade de buscar ajuda psicológica.


Dr. Drauzio Varella




domingo, 9 de setembro de 2012

A contribuição da família para a independência da criança

       Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal. Isso requer muito trabalho, carinho e dedicação. Um bichinho quando nasce, e é amamentado, depois do desmame, pode viver sem sua mãe, mas você já deve ter percebido que isso não acontece com as crianças, embora a cada dia que passa, elas pareçam nascer mais espertas. Pois é, isso faz com que muitos adultos pensem que por serem espertas, e certamente inteligentes, precisam muito pouco dos adultos. Afinal, muitas crianças lidam com controles remotos e computadores muito melhor do que seus pais. Desde bebê, a criança necessita de ajuda e estimulação para tornar -se independente e com isso estar preparada para interagir com o meio em que vive. Já que um dia elas terão que conviver sozinhas, como por exemplo, na festinha do amigo ou no cinema com a(o) namorada(o), por isso, precisamos pensar no seu futuro.
         Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc... só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas. Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer. A independência e estimulação da criança deve estar relacionada com sua idade, e adequada com suas condições físicas e psicomotoras. Por isso, produtos feitos para crianças são projetados e adaptados de acordo com a idade, como por exemplo: mordedores, mamadeiras com colher, andador com telefone, tapetes de encaixe e, por aí vai. A medida que ela cresce, vai experimentando e desenvolvendo possibilidades em lidar com situações novas de tudo que lhe é oferecido e que está ao seu redor. É aí que começa o trabalho e a disponibilidade da família em compartilhar com a criança suas descobertas. Um bom exemplo disso, é quando aprende a comer sozinha. Numa fase anterior, a criança precisou levar o dedo ou um brinquedo na boca, assim, ela aprendeu que pode coordenar seu movimentos para levar a colher até a boca e que isso dependerá dela. Tarefa difícil para quem tem que acertar a pontaria sem deixar cair um ou muitos grãozinhos. Tarefa difícil também, para quem tem que, vira e mexe, limpar todos esses grãozinhos do chão. Além da angústia da bagunça, a mãe fica preocupada em saber se isso é natural e se seu filho está bem alimentado. Então o que fazer? O melhor, é usar duas colheres: uma para a criança aprender e a sua para alimentá-la e ensiná-la a comer.
         Essa participação acontece em todas as fases como sentar, falar, com os cuidados pessoais. Quando bem vivida essas fases, passam a ter uma relação de troca muito agradável para a criança e igualmente para quem está cuidando dela. Em geral, famílias ansiosas dificultam a criança a tornar-se independente porque tendem a fazer por ela, aquilo que ela pode fazer sozinha, embora de forma desajeitada. A criança independente relaciona-se melhor com o mundo, por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, os pais devem incentivá-la, ao invés de querer fazer por ela e nem exigir perfeição. Curta seu filho e, acredite no seu bom senso.

Fonte:
http://guiadobebe.uol.com.br/a-contribuicao-da-familia-para-a-independencia-da-crianca/

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A Lenda da Fênix



Sejamos como a Fênix.  Tenhamos o entendimento necessário para aprender com cada dificuldade e assim, renascer cada vez mais forte depois de cada problema, cada fase difícil e de cada obstáculo ultrapassado. 

Luciana Maria Alves



A Phoenix, Fênix ou Phoinix (grego) é a lendária ave que ateia fogo em si mesma quando descobre que está para morrer.  Ela povoou o imaginário mitológico das antigas civilizações egípcia e grega.

A lenda diz que a primeira Phoenix surgiu de uma centelha que o deus Ra soprou sobre a face da Terra, representando o Fogo Sagrado da Criação.  Segundo a lenda, seu habitat é entre os desertos da Arábia, entre as ervas e temperos aromáticos.

Ela vive por volta de 500 anos e após esse período procura uma árvore solitária e, no alto de sua copa, faz seu ninho com canela, olíbano (uma espécie de goma-resina, encontrado na África e na Índia, especiaria muito utilizada na Antiguidade para se fazer incenso) e mirra (espécie de arbusto encontrado em regiões desérticas, especialmente na África e no Oriente Médio).

Ela, então, ateia-se fogo e de suas cinzas surge um pequeno ovo vermelho de onde nasce outra Phoenix, mais forte e mais bonita.  Ela representa a imortalidade do ser, o poder de mudança, de consciência de si mesmo.  Pode ser vista, também, como um modelo de perfeição ou de beleza absoluta.

Na mitologia oriental também existe uma Phoenix que simboliza a felicidade, a virtude e a inteligência.  E sua plumagem é feita das sete cores sagradas para os orientais: as cores do arco-íris.

Sejamos, então, como a Phoenix. 

Fonte: www.gamedesire.com